Análise de sites

Ferramenta de analytics: qual usar para cada pergunta do seu negócio

Existem vários tipos de ferramenta de analytics, e cada um responde a uma pergunta diferente. Veja quais são, quando cada uma faz sentido e como evitar pagar por dados que ninguém usa.

Ilustração de diferentes painéis de análise lado a lado

Quem pesquisa "ferramenta de analytics" geralmente já passou por uma destas situações: alguém na reunião pergunta por que as vendas caíram e ninguém sabe responder, ou a empresa tem três ferramentas instaladas e mesmo assim não consegue dizer de onde vêm os clientes.

O nó quase sempre é o mesmo. A gente escolhe a ferramenta antes de saber qual pergunta quer responder.

Quando a ferramenta não combina com a pergunta

Pense numa loja virtual pequena. O dono quer saber por que tanta gente coloca produto no carrinho e desiste. Ele instala uma ferramenta de análise de site, olha o número de visitas, a taxa de rejeição, os países de origem, e continua sem resposta. Não é que a ferramenta seja ruim. Ela simplesmente não foi feita para mostrar o que acontece dentro do carrinho.

O contrário também acontece: empresas contratam plataformas de BI caríssimas para responder perguntas que um relatório simples de origens de tráfego resolveria em cinco minutos.

O preço de escolher no escuro

O custo mais óbvio é o dinheiro da assinatura. Mas o mais caro é outro: a equipe perde a confiança nos dados. Quando cada ferramenta mostra um número diferente e nenhuma responde à pergunta do momento, as pessoas param de abrir os painéis. E aí as decisões voltam a ser tomadas no "acho que".

Tem ainda o custo da troca. Mudar de ferramenta depois de um ano significa perder o histórico e recomeçar as comparações.

Os tipos de ferramenta de analytics e o que cada um responde

Análise de site (web analytics). Responde quantas pessoas visitaram o site, de onde vieram, quais páginas leram e quais ações realizaram. É o ponto de partida para quase todo negócio com presença online. Se você ainda não tem nenhuma ferramenta, comece por aqui. O guia de análise de tráfego do site mostra como usar esses dados no dia a dia.

Ferramentas de busca, como o Search Console. Mostram como o site aparece no Google: para quais pesquisas, em que posição e com quantos cliques. São gratuitas e indispensáveis para quem trabalha com SEO.

Mapas de calor e gravação de sessões. Mostram onde as pessoas clicam, até onde rolam a página e onde travam. Ajudam muito a melhorar páginas específicas, como uma página de venda ou um formulário longo.

Análise de produto. Para quem tem um aplicativo ou um software, mostra o que os usuários fazem depois de entrar: quais funções usam, onde desistem, quem volta. É o tipo de ferramenta que o dono da loja do exemplo precisaria para entender o carrinho.

Business intelligence (BI). Junta dados de várias fontes, como vendas, financeiro, marketing e atendimento, em painéis e relatórios. Faz sentido quando a empresa já tem dados organizados e perguntas que cruzam departamentos.

Como escolher sem complicar

Antes de olhar qualquer ferramenta, escreva as três perguntas que você mais precisa responder neste trimestre. Algo como "quais canais trazem clientes", "por que as pessoas abandonam o orçamento" ou "a campanha nova deu resultado". Depois, veja qual tipo de ferramenta responde a cada uma.

Na maioria dos casos, uma boa ferramenta de análise de site mais o Search Console resolvem boa parte das dúvidas. O resto entra só quando aparece uma pergunta que elas não conseguem responder.

Também vale pensar em quem vai usar. Uma ferramenta poderosa que só uma pessoa da equipe entende vira um gargalo. Uma ferramenta simples que todo mundo abre toda semana costuma gerar mais decisões boas.

E não esqueça do contexto. Números sozinhos raramente explicam alguma coisa. Uma queda de tráfego só faz sentido quando você sabe que, naquela semana, o site mudou de layout ou a campanha de anúncios foi pausada. Por isso, guardar um histórico do que foi feito é tão importante quanto escolher a ferramenta.

Quanto custa e o que conferir antes de assinar

Os modelos de preço variam bastante. Ferramentas de análise de site costumam cobrar pelo volume de visualizações de página por mês. As de mapas de calor, pelo número de sessões gravadas. As de produto, por eventos ou usuários. As de BI, normalmente por usuário. Muitas têm plano gratuito com limites, o que é ótimo para testar.

Na hora de comparar, faça a conta para o tamanho que você espera ter daqui a um ano, e não só para hoje. Confira também o que acontece quando o limite é ultrapassado, por quanto tempo os dados ficam guardados, se dá para exportar tudo caso você queira sair e como a ferramenta trata a privacidade dos visitantes, um ponto que a LGPD tornou obrigatório.

Se você quer se aprofundar nos critérios, o artigo sobre analytics SaaS traz uma lista completa para avaliar ferramentas na nuvem.

Onde o WEBPilot se encaixa

O WEBPilot é uma ferramenta de análise de site com um diferencial: além do tráfego, ele guarda o histórico do que foi feito em cada site, para você ligar as variações nos números às ações da equipe. Ele foi pensado para quem cuida de um ou de vários sites.

Ele está em acesso antecipado. Hoje você já cria a conta, cadastra seus sites e usa o registro de estratégias. A coleta de visitas e os relatórios de tráfego estão em desenvolvimento e serão liberados por etapas. O plano gratuito atende um site, e os planos pagos, em dólares e com preços provisórios durante o acesso antecipado, estão na página de preços.

Para fechar

Não existe a melhor ferramenta de analytics. Existe a que responde às suas perguntas, cabe no seu orçamento e é usada de verdade pela equipe. Comece pelas perguntas, escolha a ferramenta mais simples que dá conta delas e só aumente o arsenal quando surgir uma dúvida que ela não resolve.


Os artigos do WEBPilot são escritos e revisados pela nossa equipe editorial. Não há conteúdo patrocinado.

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