Análise de sites

Como acompanhar os visitantes do seu site

O que significa acompanhar visitantes, por quais números começar, como instalar o código de acompanhamento e os erros que deixam os dados pouco confiáveis.

Ilustração de um gráfico de análise de site

Quase todo mundo começa a acompanhar as visitas do site pelo mesmo motivo: saber se tem alguém lendo. Algumas semanas depois, as perguntas ficam mais específicas. Quais páginas trazem gente? De onde essas pessoas vêm? A campanha do mês passado deu algum resultado?

Para responder isso não é preciso uma estrutura complicada. Mas é preciso configurar tudo com cuidado uma vez, para que os números que você vai olhar depois mereçam confiança.

O que é, na prática, "acompanhar visitantes"

Quando uma página carrega, um pequeno script (ou o próprio servidor) registra que houve uma visita, junto com alguns detalhes: qual página foi aberta, que site ou página mandou a pessoa até ali, o tipo de aparelho, o país aproximado e o horário.

A partir desses registros, a ferramenta de análise monta os números dos relatórios:

  • Visitantes: uma estimativa de quantas pessoas diferentes passaram pelo site.
  • Sessões (ou visitas): quantas vezes as pessoas vieram. Uma mesma pessoa pode gerar várias sessões.
  • Visualizações de página: quantas páginas foram abertas no total.
  • Páginas de entrada: a primeira página de cada sessão. Mostram o que está atraindo as pessoas.
  • Origens: onde a sessão começou — um buscador, um anúncio, outro site, o endereço digitado.

Lembre que "visitantes" é sempre uma estimativa. A mesma pessoa no celular e no notebook costuma contar como duas. Quem limpa cookies ou bloqueia scripts pode nem aparecer. Isso não é problema, desde que você use os números para comparar períodos e perceber mudanças, e não como uma contagem exata de pessoas.

Passo 1: defina o que você quer descobrir

Antes de instalar qualquer coisa, anote duas ou três perguntas. Por exemplo:

  1. Quantas pessoas visitam o site por semana, e isso está subindo ou caindo?
  2. Por quais páginas elas chegam?
  3. Quanto do tráfego vem do Google, de anúncios e das redes sociais?

Essa lista evita que você se perca nos relatórios depois. As ferramentas mostram dezenas de métricas; você só precisa das que respondem às suas perguntas. Falamos mais sobre isso em Métricas de análise de sites que realmente importam.

Passo 2: instale o código em todas as páginas

Quase toda ferramenta funciona igual: você cola um trecho curto de código na seção <head> do site. Alguns cuidados:

  • Use o modelo do site, não páginas soltas. WordPress, Shopify, Wix e a maioria das plataformas têm um campo para código no cabeçalho ou um plugin que faz isso em todas as páginas. Se colar em uma página só, você só mede aquela página.
  • Inclua as páginas de checkout e de agradecimento. Muitas vezes elas usam outro modelo ou até outro domínio — e são justamente as que você vai querer medir.
  • Instale uma vez só. Código duplicado (por um plugin e manualmente, por exemplo) conta cada visualização duas vezes. Se os números parecerem altos demais, comece verificando isso.

Passo 3: confira se está funcionando

Depois de instalar, abra o site numa janela anônima e visite duas ou três páginas. Em seguida:

  • Veja a visão em tempo real (ou "hoje") da ferramenta e confirme que a visita apareceu.
  • Abra as ferramentas de desenvolvedor do navegador (aba Rede) e confira se a requisição de acompanhamento saiu sem erro.
  • Teste também no celular, usando os dados móveis em vez do Wi-Fi do escritório.

Se nada aparecer, as causas mais comuns são um plugin de cache servindo páginas antigas, um banner de consentimento bloqueando o script até a pessoa aceitar, ou o código colocado numa parte do modelo que não aparece em todas as páginas.

Passo 4: exclua as suas próprias visitas

Sua equipe abre o site todo dia. Num site pequeno, só isso já distorce os números. A maioria das ferramentas permite excluir visitas por endereço IP ou por uma configuração no navegador. Faça isso logo no começo: não dá para tirar visitas internas de dados que já foram coletados.

Passo 5: marque as suas campanhas

Se você manda newsletter, posta nas redes ou faz anúncios, acrescente parâmetros UTM aos links. Sem eles, boa parte das visitas de campanha aparece como "direto" ou como uma visita genérica de rede social, e você não consegue separar uma campanha da outra. O guia Como usar parâmetros UTM mostra como montar esses links de forma padronizada.

Passo 6: anote o que você muda

É o passo que quase todo mundo pula. Os números mostram que algo mudou; raramente mostram por quê. Mantenha um registro simples, com datas: "4/3 – nova página inicial", "12/3 – começamos Google Ads, R$ 100 por dia", "20/3 – publicado guia de frete". Quando o tráfego mexer, olhe o registro primeiro.

Dá para fazer isso numa planilha. No WEBPilot, isso já vem pronto: o histórico de estratégias guarda essas anotações junto de cada site.

Erros comuns

Mudar a configuração sem anotar. Trocar de ferramenta, alterar o banner de cookies ou migrar de domínio pode gerar um salto ou uma queda que não tem nada a ver com visitantes reais. Anote a data.

Comparar períodos de tamanhos diferentes. Um mês de 31 dias tende a ter mais visitas que um de 28. Compare períodos iguais e, se possível, os mesmos dias da semana.

Olhar só o total. Um total estável pode esconder uma mudança grande por baixo, como a busca orgânica caindo enquanto o tráfego pago sobe. Olhe as origens também — veja Como entender as origens de tráfego do seu site.

Esquecer a privacidade. Dependendo de onde estão seus visitantes, leis como a LGPD, no Brasil, ou o GDPR, na Europa, podem exigir consentimento antes de certos cookies. Prefira uma configuração que colete só o necessário e verifique o que se aplica ao seu negócio.

Uma rotina simples para começar

Com o acompanhamento funcionando, uma checagem semanal de 15 minutos resolve para a maioria dos sites pequenos:

  1. Compare as visitas da semana com a semana anterior e com a mesma semana do mês passado.
  2. Veja as cinco principais páginas de entrada. Apareceu alguma nova?
  3. Olhe as origens. Alguma mudou muito?
  4. Confira o registro de mudanças e acrescente o que for novo.

Depois de uns dois meses, você vai saber como é uma semana normal. E é isso que faz uma semana fora do comum saltar aos olhos.


Os artigos do WEBPilot são escritos e revisados pela nossa equipe editorial. Não há conteúdo patrocinado.

Coloque em prática

Cadastre seus sites no WEBPilot e mantenha um registro datado de cada mudança que você fizer. Acompanhamento de estratégias →

Artigos relacionados

← Voltar para todos os artigos